chão com fungos e baratas mortas
perto da porta quebrada que de repente retorna
que de repente alastra meu caminho óbvio.
minhas pernas sem dono abertas de encontro a seu sexo bem maior.
bem maior que o meu_ muito maior que o meu.
- mais baixo deynne, mais baixo que tem gente morrendo na sala ao lado.
a vodca que ingerimos rápido em surdina para não dividir com ninguém. a sonda de nossas gargantas avisa aos berros que entupirá em breve. todas as minhas bocas socadas em seu caralho difamador. estranho. mas branco. como suspeitei.
me engasgo e você diz que temos que mentir cada vez mais, que tenho que fugir pelos fundos quando amanhecer. que meu corpo é de homem e o seu também. mas estamos pregados em cuspes poderosos que nem deus, nem anjo, nem prêmio algum nos soltará.
pois qualquer um desvendaria essas suas nádegas lisas.
suas pernas finas de bandido também lisas.
seus dedos de defunto gasto.
qualquer um desvendaria.

4 Comments:
os cantos sem cheiros nem gostos, os cantos onde nos socamos pra não sermos vistos. esses machos que entram e saem de nossos corpos gastos de vida demais. vida demais. parece uma morte muito angustiada e um pouco doce. desejada, no entanto, pelos nossos anjos da guarda. eles nos querem felizes a seu modo. e nós queremos ao nosso.
meu deus criatura.
tu fez simplesmente uma continuação do meu texto.
amo-te.
amo-te ainda mais...
sempre.
lindos e agressivos.
mas não sei se estou preparado para tanto.
maravilha-semcensura.
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