6.8.06

ele sabe : nunca terá o gosto de certas bocas_ nunca terá.

defuntos de olhos abertos.

túmulos quentes.

eu e você imundas e sonhadoras.

eu e você vazios de ruas.

o medo é que de repente volte a doer.

principalmente para os que tiveram corações mal curados. principalmente para os que perderam alguma coisa valiosa como o vício embora esse seja o bom risco.

uma febre que não quer passar transtorna a visão, deixa as cores passarem pela garganta pra que reste o gosto amargo do esquecimento. a febre trazendo a história de volta.

existe solidão onde existe os que se alimentam de amantes , existe muita anormalidade dentro dessa vida.

estamos lá. estaremos lá por tanto tempo que os destinos chorosos serão esquecidos, que a juvenília doce será transformada em miômas, que os sonhadores serão incapazes de esconder suas roupas e seus cansaços, suas cabeças alteradas, seus sentidos dopados.

anestesia pra que haja sono. pra que haja dormitório.

entorpecente no sexo ainda não usado e mijar nas bordas do mundo, vomitar nessa vida que se chama vida. deixar que o tempo cardíaco cure esses lanhos em nossos meninos, nossa procriação amorosa mas aidética. nossa doentia espera por construção.

as estradas foram limpas porque despejamos nelas nossa maldade, a que rasteja investigadora entre labirintos viscerais, entre laços do estômago, entre as bombas de enfeite em minhas coxas.

não mais existir música.

não mais necessitar de algo duro dentro das calças. jamais lembrar que podemos vencer.

buscar envelhecer e se enrugar.

aceitar o fim sem valsas e sem eletronices.

achar parque de diversão da infância não permitida.

respingar vermelhos no que sobrar.

me guardar em ti e não sobreviver.

a cidade inerte e as músicas caladas...........................................................................................................

...................................................... a cidade inerte e as músicas caladas....................................................

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.........................................................................................a cidade inerte e as músicasa caladas_

eles morreram enquanto morrissey cantava "interlude"
a fase cinza_

meu corpo mortíssimo ou apenas e como se pudesse ser necessário o conteúdo perigoso da tua vida da tua lida do teu caminho esburacado onde sem medo pisei forte firme fixo e profundo, onde sem tua ajuda atolei minha alma defunta.

o caminho das encruzilhadas, das macumbas, das lembranças que se configuram bostas e anestésicas, dessa merda fértil que transformamos em nossos dias.

( abre teus braços meu irmão deixa cair.)

assopra nos meus olhos. retira a poeira do meu deserto e da tua amizade, que não quero mais nunca mais posso ter alegria.

chafurdar afoito e destemido por entre tuas coxas de poucos pêlos, de duro músculo, tuas coxas abertas agora guardo dentro da minha mão. só e apenas isso.

teu sorriso que não que ir embora do meu peito elástico enquanto enlouqueço infantil por teus hospitais malucos onde gostávamos de andar pelas aparelhagens, de aproveitar seringas usadas, do cheiro do éter que melhor nos adormecia e nos fazia príncipes, revolucionários de merda do dia a dia, o protesto rouco das nádegas rápidas, nossos jatos de carne, espaçonaves intergaláticas imbecis, desbravando novos corpos para nos juntar ainda um pouco mais ao amor. amor.

meu único amor e perfeito que preciso abandonar porque tua voz devora meus nervos, o tom invisível da tua voz me alertando que não posso mais tentar aproximações, que vai chover muito quando matarmos um ao outro, estacionando todos os batimentos, todos os nossos neurônios empestados de doenças e mais: lembrar de quando a noite era banguela e podíamos jurar que era vida aquilo que por porcaria nos ofereciam. o que nos dava castelo e prisão. sonho e violência com tudo dentro enquanto é tempo de matar porque sabemos que à partir de agora não saberemos mais usar o amor.

te peço: esquece a dança desconjuntada e recolhe minhas línguas pelo teu caminho. amém.

morto qualquer início. morta qualquer renovação.

morto nosso corpo defeituoso. destruída a festança errada, a morte acidental do amor. a morte proposital do eterno amor. a lembrança assassina que jamais se manifestará. sem nenhum contato. sem nenhuma definição. nenhuma radiografia me avisando dos tumores e dos canceres.

o elogio está morto enquanto o rapaz assustado oferece flores nocivas à nós: as vagabundas da última ceia; as tramissoras de todos os infelizes vírus; as demoníacas princesas das navalhas afiadas.

a festa está morta. falecida qualquer tentativa de felicidade; morta qualquer orgia que não a deles. o sexo do rapaz morto e suas orações barulhentas como marcha fúnebre; o sexo viril do menino devastado pela doença dos porcos; corroído pela sujeira dos selvagens; amputado pelo ódio das matilhas infectadas.

como bactérias imundas e grandes avançamos na vida.

isso é nosso. tudo a ver com a falta de esperança parida e a fornicação do tédio.

os quartos são quentes quase o dia todo.

os corações são mortos quase todas as horas.

o que temos não nos limpa da carniça, muito menos nos dá território nem coragem, porque se precisamos de forças na hora de cavar as covas, também precisaremos de forças pra escurecer a casa, pra abafar os desejos calorosos, nos injetar fogo interno, alimentar as veias com as sobras da comida enlatada. porque estamos enfeitiçados pela música, porque possuimos finais que continuam.

libidinosidade estéril.

temos passagem pela polícia e outros delitos desde a infância. mas a infâcia foi boa sim porque havia compaixão e ajuda nas horas de cama.

a nudez morta por todos os lados, nosso interior indefeso buscando uma fuga dessa escuridão. nossos olhares sem nenhuma delicadeza. nossa voz sem nenhuma lembrança da beleza que fomos, do amor que cultivamos em época de saúde e verdade.

mas a degradação não pode está morta.

a infecção não está morta.

a peste cada vez mais supurada. o câncer cada vez mais roedor.

mas o amor está acabado e a paixão sempre esteve morta por nós, porque o amor em nossas carcaças é coisa que rápido apodrece e se esquece e se deixa esquecer. talvez doa.

as ruas querem badalações e festas. nossos corpos querem descanço e distância dessa porcaria toda.

sujos não teremos nenhum valor. sujos de dor não cicatrizaremos nunca as feridas da moda.

morto o dia que nos apaixonaremos.

distantes enquanto dormimos.

1.8.06

internar. apenas.

engulo seu susto molhado cheio de choques e tento esquecer de ti.

tento esquecer de todos vocês. arrumar minha mala e ir pra longe.

tento esquecer de seus truques noturnos e urbanos, do abandono em calçadas em pleno choro e anestesia.

muito contagioso seu sexo. muito ruim seu leite.

sou menos solitário agora.
pablo, ninguém nos amará como antes.
fuma boy fuma.

o diabo se quebra quando você apaga as luzes amarelas e se encolhe longe de alguns desejos.

eu me esfrego duro nas paredes do corredor até que alguém me descubra e me esmurre.

meu pai.

esfrego meu crescimento nos travesseiros da cama onde você dorme.

e não mais nos lamberemos. nunca mais.

disfarçar a luxúria branda e lhe sugar as calças de general osório; te arrastar até meu inferno de nervos molhados e te chupar um por um os teus dedos sujos de merda e sebo; te violar esse caralho ereto dentro do uniforme de colégio militar.

e nada disso é verdade. nada disso foi verdade. e sabemos que não e sabemos tanto que nada será verdade que aproveitamos e nos masturbamos um de frente pro outro, nos olhando ternos e gamados, pensando em deus e seus membros, sofrendo crespos e morrendo sentados em veias não transmitidas.

pois sabíamos que não teríamos a coragem, nem o começo de pegar um no outro e se desfazer duma vez logo, muito menos de alarmar o que nos bocas sabem, o que nossos cérebros aprederam.

os pesadelos que enfeitávamos com os restos da nossa comida.

sua boca cheia de flores mortas do meu seio de macho e mentiroso.

mas meu corpo é feio e magro. agora fecha o zíper e chora comigo_

31.7.06

chão com fungos e baratas mortas

perto da porta quebrada que de repente retorna

que de repente alastra meu caminho óbvio.

minhas pernas sem dono abertas de encontro a seu sexo bem maior.

bem maior que o meu_ muito maior que o meu.

- mais baixo deynne, mais baixo que tem gente morrendo na sala ao lado.

a vodca que ingerimos rápido em surdina para não dividir com ninguém. a sonda de nossas gargantas avisa aos berros que entupirá em breve. todas as minhas bocas socadas em seu caralho difamador. estranho. mas branco. como suspeitei.

me engasgo e você diz que temos que mentir cada vez mais, que tenho que fugir pelos fundos quando amanhecer. que meu corpo é de homem e o seu também. mas estamos pregados em cuspes poderosos que nem deus, nem anjo, nem prêmio algum nos soltará.

pois qualquer um desvendaria essas suas nádegas lisas.

suas pernas finas de bandido também lisas.

seus dedos de defunto gasto.

qualquer um desvendaria.

atolado em pântanos de semêm me torno grávida.

meus homens fecham algumas bocas em meus sonhos de cão.

homens nus sempre fomos.

índios novos de sentinelas agudas e graves.

um extra de larva em mim.

sebos violetas e incertezas cinzas.

tenho-te casto entre os coitos.

entre as virilhas o sexo alarma.

as vezes lambo os seus restos.

bebo seu mijo pedrado.

fico ingerindo seu cuspe cheio de dor.

me penetrando com seus ossos que guardo bem.

meu ânus largo.

teu beijo em fortíssimo.

falava de mortos sentimentais que costumavam partir de portos em navios de guerra e suas línguas sempre cortadas como a minha e a tua mole também, embora sua língua deliciosa eu nunca tenha provado realmente por inteiro como eu merecia sim. não tão inteira como gostariam os vivos que nos espiam de cima com seus binóculos sintéticos e algo mais entre a virilidade de menino e cacetes moles dentro de calças tão cansadas do reboliço de meus dedos dependentes.

espiando roubos e o treino para velórios cheios;

somos os vermes sodomitas desse buraco e só.

30.7.06

oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

oooooooooooooooooooooooovicentooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooosossegooooooooooooooooooooooooooo

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*******************************************subeijos valiosos

os sonhos_ _ _

me mostro como as putinhas de outrora pra criar nesses teus nervos duros como ferro uma manifestação de gemidos grossos e suores que sairão de dentro de mim somente para tua satisfação. e se grito meu amor, é porque sei que teu presidiário implora esse fedor que teimas em sugar. minha boca roliça é de pura dor e mais tarde será de total falta.

- grita alto viadinho. grita alto que o mundo inteiro tem que escutar.

- não posso mais suportar. algo está se ropendo. minhas tripas estão avançadas.

- eu sei que você gosta deynne. grite alto seu baitolinha de merda.

...

seremos limpos enquanto maio não chegar.

perdendo imagens e atendendo telefonemas saudáveis_

procurando no chão morto da adolescência canções antigas e rebeldes de ney matogrosso_

mas meu hospital tem nome de santa e minhas unhas tem seu gosto de porra seca_

minha boca quadrada adicionando teu futuro correto.

tua estátua de carne beje, teu corcel e tua agonia marrom,

e se tenho tantas cores assim é porque tenho ainda colégio pela frente.

muita energia pelas patas moles_

muita coisa, muita.

(tanta coisa que eu tinha a dizer mas eu sumi na poeira das ruas...)

ele em mim. mas eu cutucando o céu.

me falaram que ele guardará os novos machos para o carnaval...

beijar depois.
dos corpos encantados terás muito pouco. da beleza mordaz que ronda a maioria terás sempre os restos, sem que possas aproveitar as cores violentas, as cores de música, as nuances exploradoras, os tons de fetiche e acoplamento. saberás como enxugar lágrimas lésbicas desse teu rosto e além disso vagarás sozinho sem isso a que te acostumaste.
APRENDENDO A USAR AS ARMAS PRÁTICAS DO AMOR_

preparação de guerra para quando o mundo estiver pegando fogo; mãos que serão dadas em instantes de descuido e perdão. o que será bonito de se vê mas não confortável, mas não submisso como deveriam ser os motivos de penitência.

tudo real e escandaloso.

tudo recheado de papéis prateados do último aniversário. cachoeiras de meus venenos dentro das bocas. subúrbia na parte seca dos coitos.

arreganho minhas nádegas rumo a ti e prolifero gemidos dos teus lábios;

arreganho minhas gengivas pra ti e manifesto pedofilia do seu músculo.

são tantas cavidades que prefiro dirigir dessa vez; prefiro o pó misturado das tuas mãos, pois me cabe bem melhor a submissão e o desmiolamento do que essas felizes putarias. os vestidos das cumadres enfeitam o meu e o teu paladar, como as calças de machos suados salivam nossos nervos implacáveis de cetim.

gostamos da camuflagem e da boa maquiagem de militar. gostamos de frades, de santos, de eucaristias e drogas principalmente. gostamos da primeira comunhão porque aparecemos nuas como quis o mundo e teu padrasto. nuas mas com os cacetes moles de exaustão.

mas eles sabem muito bem do que somos capazes.

somos como merda ao sol_

seca e perigosa_

somos uma rachadura no peito abestado dos amantes peludos_

cheios de cera nos dentes.

COM UM CEMITÉRIO NO CORAÇÃO_

temos a cofissão do amor impróprio e também a do amor leprosário. temos antipsicóticos e mordaças de cetim e de couro_caralhos de plástico grossos e alimentados, colheres para o sufoco, seringas roubadas, lábios, temos beijos e cores que não usamos. estrelas faiscantes que saem de teus tennis mofados e de tua boca que sempre acolhe quem chega. a fala doente é o prejudicial.

torno a experimentar minha boca nas partes prediletas de teu corpo que por causa do assalto passou a ser meu sim. torno-me inédito quando na verdade não passo de uma suja fabricação automática de tudo que achei ter feito enquanto nada foi visto nada se vê.

seu cralho não cabe em mim_

nunca coube em mim_

a vida é cheia de pêlos amém gosto disso.

teu velório e as marcas de ferro deixadas em mim bem dentro. o filho que me destes jogado aos cães. somos noivasesquálidas e pronto.

sirva a cachaça agora.

ele é sempre selvagem na sua carne crosta.

sempre primata com seus cabelos de futuro e dinheiro.

seus dentes receberam o sangue e o sebo de uma fonte ainda

não contaminda por nenhum de nós: putas domésticas.

tem cançãoes e palvras que usa em noites de transtorno e vômito.

uma voz que avisa que enquanto não fecharem os muros da casa abandonada,

será lá mesmo a nociva cama de nupcias.

será lá que sempre se manterá nu e atrações.

os machos querem todos seus segredos de princesinha.

oba_

tenho guerra nas patas_

tenho doenças e vermes grossos_

solidão na propaganda noturna_

tenho guerra nas patas e no pênis_

uma coroa de merda em volta de meu cérebro viciado pra que eu possa receber as honrarias

e os beijos teus_

a cor esnobe desse céu e o plástico aceso das tuas entranhas é a única lâmpada que possuo.

III enquanto você não estiver protegido eu também não estarei feliz e fulminado. enquanto suas roupas forem de aço e teus sentimentos de algodão , eu não pderei dar-te beijos de chuva de meu coração e nem de minhas canções. pois enquanto você continuar a fingir que está doente eu não conseguirei fugir. aids como em todos os caminhos aprofundados da tua carne nobre, resaltando o fedor da minha pele esquálida e pouca. morte em nossos dias de fumo, pois de todos os caminhos, fumar. e devolver ao mundo nossa felicidade que tão pouco ultrapassou, que tão pouco conseguiu alguma lenda feita, que nada teve de odores ou fossa ou nervos implorando socorro, mas ainda assim, mesmo assim mesmo mortos os cachorros de nossas vidas, tornaremos a nos encontrar enquanto você for forte e eu anêmico. enquanto as ruas estiverem cheias desse cheiro de antônio. parafusos em meus dedos. lodo e mentiras cansadas em minha cabeça de menina. rádio e confete enquanto a noite confunde e nos pegamos, ou até mesmo o frescor da tua carne feito sopro gelado em olhos que de tanta força já não metem mais, já não avistam mais nada, como se assim estivessem esquecidos das regras da felicidade mundial. mas entenda: nunca mais serei princípe. nunca mais homem de chapéu estranho e volumoso. e sim, visitantes valentes em busca de sono ou drogas. bicho seco na pele. malandragem nas virilhas puro caos.

( vontade de todas as ruas do mundo)

repete isso comigo e tranca as portas_

lambe ferrolhos_

esfrega teu cú na minha emergência_

esmurra meu ânus_

quebra meus mamilos_

assassina meu resto de amor e beija fiel minhas pálpebras secas_

pois é pra isso que estamos aqui_

e da tua vida eu roubarei os automóveis e as cervejas;

o livro terminado e batons que tua boca come;

nomes que teu corpo acumula;

cupins que teu organismo sustenta;

paraísos cheios de uma contaminção minha;

de uma calma de hiena velha.

rostos idosos roubarei do teu destino

gavetas mal fechadas;

hordas de insetos venenosos;

lábios malignos do amore e cansaço;

postes melados da tua cera. calçadas umedecidas do teu fedor;

estradas estreitas de drogas brancas e festas podres;

ruim com tua lembrança a mim causada_

ruim como teu cacete em minhas pernas coloridas.

água e sal nessa sargeta.

sono e ladrão nessa contínua casa aberta.

as carnes pegam fogo sim e sabes disso muito bem,

até melhor que eu, que sou do suburbio e não sei me lavar ,

até melhor que eu, que te alimentei e te dei endereço.

meu delírio é tudo que consegui roubar de ti.

a boca lacrada com pano verde e os cabelos azuis_

as mãos amarradas com corda de marinheiro e as unhas cintilantes_

gritaria avisando que minhas ancas estão dispostas a aguentar tudo. tudinho.

e mesmo assim acreditar.

acreditar e deixar seu ferro entrar em mim.